Acidentes de Consumo: potiguares não têm o hábito de registrar ocorrências

e acordo com o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), o Rio Grande do Norte registrou apenas dois casos dessa natureza em 2014. Uma ocorrência registrada em setembro do ano passado se referiu a acidente causado por uma peça de vestuário; na outra, registrada em dezembro, o consumidor relatou ocorrência com peça veicular.
Para o diretor do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN/Inmetro), Ney Lopes Jr., o baixo número de registros não significa que não aconteçam acidentes de consumo no Estado, e sim que não existe o hábito, por parte do consumidor, de efetivar o registro. “A população costuma denunciar mais problemas nos produtos, junto a centrais de atendimento ao consumidor ou a órgãos como o Procon, por exemplo, mas não atenta para a importância do registro quando sofre um acidente de consumo”, conta o diretor.
Acidentes de consumo são causados por produtos ou serviços que, embora utilizados de acordo com as recomendações do fornecedor (manual de instruções, embalagem, rótulo, bula, dentre outros), provocam danos que prejudicam a saúde ou segurança do consumidor. Queimaduras, cortes ocasionados por embalagens inadequadas, choques e quedas são alguns dos exemplos mais comuns.
O registro é essencial para que seja possível mapear as ocorrências, identificar os fatores de risco e encaminhar os dados a uma comissão que propõe políticas públicas, reformulação ou criação de normas técnicas do Inmetro, e até termos de ajuste de conduta assinados pelo fornecedor para aperfeiçoar a segurança de produtos e serviços.  “Nosso principal parceiro nessa busca por melhorias é o consumidor. Por isso, precisamos que ele nos informe em caso de acidentes”, reforça Ney Lopes Jr.