Evento em Brasília homenageará policiais e bombeiros militares mortos no exercício da profissão

Uma homenagem aos profissionais da segurança pública mortos em decorrência da profissão será realizada nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, na Câmara dos Deputados, na capital federal. O evento, que começa às 10h, no Hall da Taquigrafia, e se estende durante todo o dia, contará com participação do presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros do RN (ASSPMBM/RN), Eliabe Marques, além de caravanas de todo o país.
A iniciativa é da Associação Nacional de Praças (ANASPRA) e ganhou adesão de outras 13 entidades nacionais de representação de policiais e bombeiros militares, policiais civis, federais e rodoviários federais, além de agentes prisionais e peritos criminais. O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) é um dos organizadores do evento, que também conta com o apoio da Fundação Leonel Brizola.
De acordo com o presidente da ANASPRA, cabo Elisandro Lotin de Souza, o ato não tem caráter de greve, paralisação ou manifestação a favor ou contra governos. “É um ato de homenagem aos trabalhadores da segurança pública que morreram em defesa da sociedade. Estamos tomando essa iniciativa porque, infelizmente, os governos estaduais e federal, assim como boa parte da sociedade, tem ignorado essa triste realidade. Qualquer discurso ou convocação fora desses objetivos não tem o aval da organização do ato”, explica Lotin.
Para Eliabe Marques, 2º Vice-presidente da ANASPRA e presidente da ASSPMBM/RN, o problema é grave, pois a morte de um policial representa a morte do Estado. “Nós precisamos cobrar medidas enérgicas no combate ao crime contra os agentes de segurança pública. Percebemos uma omissão do Estado Brasileiro, quando os gestores negligenciam condições adequadas de trabalho e potencializam os riscos de uma atividade que já é perigosa por natureza”.
Dados do relatório de atividades 2013-2014 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que considerando as taxas de mortes por homicídio da população e de policiais, o risco de um policial morrer assassinado no Brasil é 3 vezes maior que o de um cidadão comum.

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