MPEduc promove audiência em Lagoa Nova em busca de melhorias na educação

A cidade de Lagoa Nova recebeu a segunda audiência pública do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) no Rio Grande do Norte. Uma iniciativa conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado (MP/RN), o evento reuniu professores, gestores, conselheiros e cidadãos em geral, que lotaram o auditório da Câmara Municipal de Lagoa Nova, na última quinta-feira (26), para debater os principais desafios a serem enfrentados.
Os representantes do Ministério Público vistoriaram 18 escolas de Lagoa Nova, entre municipais e estaduais, nos dias que antecederam a audiência. Durante o evento, o procurador da República Bruno Lamenha e as promotoras de Justiça Mariana Barbalho e Iveluska Lemos apresentaram os principais problemas encontrados nessas unidades.
A questão da falta de professores qualificados e a precariedade do transporte escolar mereceram as maiores críticas. No município ainda operam 59 “paus de arara”, levando e trazendo os alunos das escolas e creches. “Não devia operar nenhum até porque, pela legislação de trânsito, o pau de arara é expressamente proibido”, destacou Bruno Lamenha. Já Iveluska Lemos lamentou que a região do Seridó apresente o maior percentual de transportes escolares considerados inaptos nas vistorias do Departamento de Trânsito. “E pau de arara é algo inadmissível”, reforçou.
Na escola estadual de ensino médio, a Angelita Félix, a falta de professores faz com que sejam ofertadas aulas em apenas três dias na semana. Já nas escolas de ensino fundamental, pertencentes à rede municipal, muitos docentes sem a devida qualificação vêm lecionando em disciplinas dos anos finais, que por regra exigem profissionais com licenciatura.

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