Prefeito conhece no RJ projeto bem sucedido de acesso à leitura

O prefeito Carlos Eduardo visitou nesta terça (3), no Rio de Janeiro, a Biblioteca Parque da avenida Presidente Vargas. Ao lado do secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão, o prefeito foi conhecer melhor o projeto implantado pelo Governo do Rio que já conta com outras três bibliotecas menores em Manguinhos, na Rocinha e em Niterói. “Viemos conhecer essa experiência que tem se destacado no país porque o Poder Público tem que trabalhar no sentido de facilitar o acesso do público à leitura”, diz Carlos Eduardo, lembrando que a Prefeitura do Natal está trabalhando junto com a sociedade organizada na confecção do Plano Municipal do Livro e da Leitura.
A Biblioteca Parque Estadual (BPE) foi inaugurada em 1873 por Dom Pedro II no centro do Rio de Janeiro e em 2014 foi reinaugurada na nova configuração que a transformou em um espaço cultural que tem a leitura como foco principal, mas que passou a trabalhar também com outras linguagens artísticas. “A reformulação da BPE não foi apenas arquitetônica, mas incluiu a modernização do acervo e a ampliação dos serviços”, diz Vera Saboya, diretora da biblioteca.
A biblioteca tem espaços para leitura no local e também empresta livros, mas também tem em seu acervo, de mais de 186 mil peças, filmes, arquivos de músicas digitais, quadrinhos e atividades diárias seja no auditório, seja na biblioteca infantil, além de computadores disponíveis para as pessoas acessarem a internet. “A nova BPE pretende ser um polo de atividades culturais, informação e lazer acessível a todos, oferecendo acesso à informação através de diversas linguagens”,  afirma Vera Schroeder, superintende da Cultura e do Conhecimento, da Secretaria Estadual da Cultura, que também acompanhou o prefeito na visita.
A reforma da Biblioteca Parque custou cerca de R$ 71 milhões numa parceria entre os governos federal, estadual e a Light (companhia elétrica do Estado do Rio), conta com acessibilidade, uma área para leitores especiais com um acervo de livros em braile e espaço para portadores de mobilidade reduzida, utilizou na obra madeira certificada, tem uma visitação média de 2.000 pessoas por mês e trabalha como polo da rede estadual de bibliotecas com cursos e capacitações na formação continuada. Além disso, oferece laboratórios de dramaturgia, música, artes visuais, editoração, entre outros temas. Com cerca de 300 funcionários, a rede de bibliotecas parque é gerida pelo Instituto de Desenvolvimento de Gestão, uma Organização Social contratada por licitação pelo Governo do Rio com essa finalidade.
Para o secretário Dácio Galvão, o Município pode e deve trabalhar na implantação de espaços culturais como esse que agreguem diversas atividades num único lugar. “Guardadas as devidas proporções, essa é uma experiência fantástica que deveria ser espalhada por todo o Brasil dentro de uma política nacional de formação de leitores”.

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