Procon Natal constata aumento médio de R$ 0,21 no preço da gasolina na capital

O Procon Natal realizou a primeira pesquisa após o aumento dos tributos federais sobre os combustíveis implementado desde o dia 1º de fevereiro. O objetivo da pesquisa foi identificar o impacto real do preço dos combustíveis para o consumidor final após o reajuste. A pesquisa realizada em 60 postos da capital revelou que o preço médio da gasolina comum passou de R$ 3,07 para R$ 3,28, o que representa um aumento médio de 6,7% no bolso do consumidor.
Ao anunciar o aumento das alíquotas do PIS e COFINS até a volta da cobrança da CIDE sobre a gasolina e o óleo diesel, o governo federal por meio do ministro Joaquim Levy, já havia anunciado uma previsão de aumento médio de R$ 0,22 centavos por litro da gasolina e R$ 0,15 no litro do diesel. A pesquisa do Procon Natal, mostra que o aumento médio na capital foi de R$ 0,21 centavos para a gasolina comum (um pouco abaixo da previsão) e R$0,15 para o diesel comum, exatamente a previsão econômica.
A pesquisa também constatou que 38 postos pesquisados na capital fizeram reajuste acima do previsto pelo governo federal em relação ao diesel e gasolina comum. Consequentemente estes estabelecimentos serão notificados pelo Procon, explica o Diretor Geral do órgão, Kleber Fernandes. “Vamos notificar os postos que aplicaram reajustes acima do previsto para que apresentem suas planilhas de formação dos custos e as devidas justificativas para os valores reajustados.” O Diretor do Procon afirma ainda que, caso sejam constatados os abusos, serão abertos processos administrativos contra os postos, que podem culminar com a aplicação de multas.
O maior valor constatado pelo Procon Natal foi de R$ 3,40 em um posto da zona sul de Natal e o menor preço encontrado foi de R$ 3,14 na zona oeste em relação à gasolina comum. Ou seja, uma diferença de R$ 0,26 centavos por litro de gasolina, o que pode gerar uma economia de aproximadamente 13 reais para quem enche um tanque com 50 litros de combustível.
O Procon orienta que os consumidores evitem abastecer nos postos que apresentam maiores valores. “Só com a participação e o envolvimento da sociedade vamos conseguir pressionar para que tenhamos um preço mais justo”, orienta o diretor geral do órgão.
Mesmo o reajuste dos impostos tendo sido aplicado somente sobre a gasolina e o diesel, o uso da gasolina continua sendo mais viável para o consumidor, pois o valor do etanol representa hoje 79,5% do valor da gasolina. Para que fosse mais viável o uso do álcool, esse percentual não poderia ser superior a 70%.

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