Temer se apresenta à Polícia Federal em São Paulo após ordem de prisão

Temer se apresenta à Polícia Federal em São Paulo após ordem de prisão

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu, nesta quarta-feira (8), por dois votos a um, que o ex-presidente Michel Temer e o coronel João Baptista Lima Filho voltem à prisão. A decisão de revogar o habeas corpus foi julgada por três desembargadores. O habeas corpus do ex-governador do Rio de Janeiro Wellington Moreira Franco foi mantido.

A Primeira Turma Especializada, formada pelos desembargadores Abel Gomes, Paulo Espírito Santo e Ivan Athié, julgou o mérito do habeas corpus nesta tarde.

— Michel Temer nunca se negou a prestar contas sobre o que quer que fosse à Justiça. Nunca age em nenhum momento no sentido de impedir qualquer ato relativo à investigação. Tudo o que podemos esperar é que ele tenha uma abordagem policial diferente daquela que aconteceu— afirmou Eduardo Carnelós, advogado de Temer, em entrevista ao canal GloboNews.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se entregou na tarde desta quinta-feira, 9, na superintendência da Polícia Federal em São Paulo, para o cumprimento da prisão preventiva no âmbito da Operação Descontaminação, braço da Lava Jato no Rio. O emedebista partiu em um carro, de sua residência, no bairro de Alto de Pinheiros, Zona Oeste, e seguiu rumo à sede da PF em São Paulo, na Lapa. Pouco antes da partida, chegou à casa o advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós.

Seus advogados pediram para que ele fique em uma Sala de Estado Maior no Quartel General da Polícia Militar, em São Paulo. A juíza substituta da 7ª Vara do Rio de Janeiro, Caroline Figueiredo, havia dado até 17h horas para que o emedebista se entregasse e encaminhou o pleito sobre o local da prisão à PF e ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A defesa do ex-presidente apresentou há pouco um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A relatoria do processo no STJ ainda não foi definida, mas há uma expectativa de que o habeas corpus seja encaminhado para o ministro Antonio Saldanha, segundo apurou o Broadcast Político.

A revogação da liminar que havia suspendido a prisão preventiva foi definida por 2 votos a 1 da turma de desembargadores. No julgamento, foram analisados a liminar concedida por Athié em março e o pedido, feito pelo Ministério Público Federal, para que a prisão fosse restabelecida. Athié, o relator, votou pela manutenção da liberdade dos dois, mas o desembargador Abel Gomes, que é o presidente da turma, votou pela prisão. Paulo Espírito Santo acompanhou o voto de Gomes.

Com informações da ISTOÉ.

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